… para dizer que às vezes há momentos que valem muito. Se há aulas em que se pagou (sim, eu penso em todas as aulas o que estou a pagar) e não se recebeu muito em troca ou até se foi quase “agredido” pelo tempo que nos fizeram perder, este foi um momento com elevado ROI.
Até foi algo de muito simples, um vídeo daqueles que está online, acessível a todos. Talvez se me tivesse sido enviado pela Internet eu nem lhe ligasse! Mas num contexto de última aula (Produção e Gestão de Operações), num sábado às oito e meia da manhã e em que ando pensar em muita coisa a verdade é que acertou na mouche.
Deixo-vos aqui o vídeo, espero que o possam ver de espírito aberto e filtrando algumas americanices. É um bocado na onda do “seize the day”, mas numa perspectiva mais inteligente e sobretudo mais razoável e menos negligente. Trata-se de um discurso de Steve Jobs na abertura de ano lectivo em Stanford e vale a pena ver:
As aulas de PGO terminaram com a apresentação de trabalhos pelos diferentes grupos. Coube-me a mim, desta vez, apresentar o trabalho do nosso grupo, penso que correu relativamente bem. Daria um 7.5 de 1 a 10. Mas até ver dou mesmo 10 ao meu grupo pela forma como nos temos dado. Todos temos tentado contribuir, sem exageros, sem tensões. Assumindo que o MBA é importante, mas não é tudo e que não é a excelência que buscamos nesta fase, mas sobretudo não deixar cair nenhuma das bolas que estamos a rodas. Não sei se isso nos conduzirá ao melhores resultados, mas sendo certo que uma das parte fulcrais do MBA é o relacionamento com os outros, as rotinas de funcionamento em equipa e aprender um pouco sobre nós próprios, prefiro ter uma nota pior e funcionar bem do que um 19 à custa de um ano de vida.
Posted Tuesday, November 20, 2007 by upato Categories:Uncategorized
Durante um bom tempo senti na pele o que é estar à espera da chegada, sentir o alívio de chegar e de a ver chegar e a angústia da partida.
Sei bem o que é uma “estação”.
Ainda bem que hoje já não é assim
Encontros e Despedidas – Milton Nascimento
Mande notícias do mundo de lá!
Diz quem fica, Me dê um abraço,
Venha me apertar, Tô chegando…
Coisa que gosto é poder partir Sem ter plano
Melhor ainda é poder voltar quando quero…
Todos os dias é um vai-e-vem,
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem… quer voltar
Tem gente que vai… quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar…
E assim, chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega é o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar…
É a vida desse meu lugar… É a vida…
É bem verdade e peço desculpa aos que [ainda] me vão lendo. Não posso apenas desculpar-me na velha questão do “tempo”. A verdade é que não há assim nada de realmente importante a contar. As aulas vão-se desenrolando a um ritmo digamos… normal, assim como o que vai acontecendo. Já tivemos (mais) um exame – no caso de Sistemas de Informação.
Não sei muito bem que balanço fazer da disciplina. Por um lado foi interessante ter pela frente como professor (?) uma verdadeira “truta” do ramo, António Murta (Enabler). Foi importante ser apresentado a algumas noções que, apesar de simples ainda não dominava de forma alguma e pelo menos agora já conheço o jargão e alguns conceitos básicos. Todo o processo foi algo estranho, com o curso a seguir em zigue-zague e com poucos materiais de apoio. Notou-se sobretudo pouca preparação nesta vertente e pela primeira vez vi alguns colegas a classificar a disciplina e o professor de forma negativa no inquérito final. Não fui por aí, até porque as matérias eram-me mesmo “estranhas” e não posso dizer que não tenha aprendido. Mas acho que é justo dizer que, globalmente, as expectativas estavam bem mais acima do que acabou por acontecer.
O grupo está hoje mais maduro, o que é natural. As pessoas já se conhecem melhor, já se juntaram, já se afastaram, já sabem em quem confiar e as empatias vão-se gerindo. Globalmente parece-me que a euforia, medo, deslumbramento e outros sentimentos iniciais já estão ultrapassados. Nota-se também que há mais faltas e alguns conflitos, nomeadamente nos grupos de trabalho. Nada de anormal e, julgo eu, nada de grave. Começou também o “papão” chamado Finanças Empresariais. Se é certo que para mim em particular ainda não se falou de nada que já não conheça, reconheço que as matérias podem ser mais difíceis de assimilar para aqueles que não estão tão familiarizados (ou não estão mesmo nada familiarizados) com as temáticas. Vamos ver no que vai dar…
A experiência “MBA” continua a ser interessante. Penso que esta é uma das fases mais difíceis do curso porque é agora que a desmotivação poderá começar a acontecer, a paixão esmorece e é preciso trabalhar de forma mais consistente. Vai surgir mais tensão e até ao final do ano/inícios do próximo ano haverá uma série de trabalhos a entregar. Mas no geral o MBA continua a puxar por todos nós, sobretudo na gestão de todas as incidências e, claro está, no tempo e nas prioridades.
Últimas palavras para uma sessão que aconteceu hoje sobre “Gestão do Stress”, um evento enquadrado nos “Momentos EGP”. Não era obrigatório, mas anunciou-se que ia passar (e passou) uma folha de presenças para “obrigar” os alunos a comparecer. Eu não gostei. Nem do gesto nem da sessão. Nem do panfleto entregue no fim.
Posted Sunday, October 21, 2007 by upato Categories:Classes
Estamos a entrar noutra dimensão. Estes dois últimos dias de aulas foram cheios. Cansativos é certo, mas já com outros focus e onde penso que cada um de nós vai assumindo diferentes formas de crescimento. Dito de outra forma, estamos finalmente a atingir estágios mais formativos e estruturantes. São-nos apresentados conceitos ou códigos linguísticos, mas ainda mais importante, tentamos arrumar de forma mais sistemática o que já conhecemos de forma empírica, experimentada ou pelo bom senso. Ou seja, não são perfeitas novidades, mas gera-se valor por perceber a sua lógica e coerência internas – “arrumar a tola”. Se o leitor está perdido, tentarei ajudar com um exemplo. No final da mega-aula de Marketing – foram dez horas! – um colega dizia, muito a propósito: “pois é, falamos aqui de coisas que são mais ou menos claras, percebi tudo o que se disse, mas o diabo é se me faz uma pergunta!”. Pois é! É mesmo assim: muitas vezes mais importante do que ser apresentado a novas técnicas ou conceitos é arrumar todo o conhecimento avulso que temos e sistematizá-lo, transformá-lo em ferramentas. De certa forma é o caminho que estivemos a trilhar nos dois últimos dias.
A sexta-feira foi um dia comprido. Como já disse foram dez horas de Marketing, o que é uma “pastilha” das grandes e difíceis de engolir. Louve-se a boa vontade e talento do professor que tentou sempre trazer a turma à tona sempre que sentia um certo desânimo. E já agora louve-se também a turma que tem tentado manter-se focada, atenta e participativa. Não é fácil de parte a parte, embora diga-se que é mais confortável para quem “já vira os frangos há muitos anos”. Mas que ninguém pense que não houve reconhecimento da atitude do professor até porque, e como é óbvio, a sexta-feira quando nasce é para todos e ele teve uma semana, provavelmente dura.
No que às aulas de Marketing diz respeito confesso que estou um bocado perdido. Dito de outra forma, partilho do que o meu colega disse sobre perceber tudo, mas o diabo é se perguntam alguma coisa! Sou optimista e parece-me que não é nada que uma boa dose de estudo e compenetração não resolva e já agora o trabalho de grupo vai com certeza ajudar.
A aula de hoje, sábado, foi mais curta – “só cinco horas” – mas também foi intensa quanto baste. O tema era desde logo susceptível a abalar as mentes mais inquietas – o comportamento nas organizações, com especial ênfase no “grupo” e suas fases de evolução. A manhã correu-me bem. O nosso grupo venceu o jogo/exercício proposto e, sobretudo ganhou-o bem porque fizemos o que deveríamos ter sido feito, numa dinâmica muito positiva. Ou seja, não destaco o resultado, destaco o processo. Fui também cobaia numa experiência bastante gira de construção de grupo, com câmaras de video à mistura, em que fiquei muito satisfeito por termos cumprido os objectivos de forma rápida e mais ainda por termos conseguido provocar umas boas gargalhadas no resto da turma.
Caro leitor, a quem agradeço por já ter chegado aqui: sei que o post vai longo, mas impõe-se um ponto de ordem a algo que sucedeu no âmbito dessa brincadeira, que provavelmente não vou esquecer durante muito tempo e que reforça a minha certeza de que este blog é um projecto válido. O nosso comportamento durante o teste foi gravado e, posteriormente, pudemos ver o “filme” que fizemos. E meus amigos, estou chocado com a minha postura – eu tenho que fazer muito melhor. Falo no contexto mais estético. Entre outros como me sento, como me movo… – aspectos que não aprofundo aqui para não me sentir anda mais constrangido… pode ser que nem tenham notado!
E o que tem isto a ver com o blog? É que normalmente não “gravamos” o que fazemos. Não nos ouvimos a falar, não nos vemos num ecran, não lemos os nossos emails, não registamos no dia a dia as nossas acções e ideias, não nos colocamos na pele do outro. Daí resulta um processo de construção de uma imagem que pensamos que projectamos e que não corresponde à verdade. Se mais vezes nos sujeitássemos a avaliação como avaliamos o “outro”, talvez nos apercebêssemos que não são raras as vezes em poderíamos simplesmente não gostar daquele sujeito que, afinal, somos nós! Dito de outra forma, por vezes faz falta usar algumas ferramentas que nos permitam um auto-julgamento com a mesma imparcialidade (ou crueldade!) que aplicamos aos outros.
E é também por isso que este blog (me) faz sentido. Numa lógica de registo, de memória futura, é mais uma ferramenta de auto-análise. No limite conhecer-me-ei melhor, serei mais exigente face a mim próprio, mais humilde e sobretudo muito mais tolerante e compreensivo face a todos os outros.
É que, perante a amostra de hoje, eu não sei se ia gostar daquele tipo que sou eu…
Posted Thursday, October 18, 2007 by upato Categories:Classes
Bueno y ahora tenis un patético intento de escribir en TexMex
Nada más que un justo homenaje a nuestro profesor Solis que marcó el inicio del verdadero MBA. Solis, Solis, Solis. Me encantaba el nombre y no sabia porqué… ¡Ojo! Ahora me acuerdo.
¡Mas en serio Luís, hay que decir que en los primeros diez o quince minutos que no comprendía de que decias! No que hables muy deprisa o que no te entienda, pero de verdad que no tenia idea de que PGO was about. A despacio lo empezó a quedar-se un poco más claro, pero aún estoy intentando getting the whole picture. No va a ser sencillo pero así me gusta.
Hay que decirlo claramente. Por la primera vez en algún tiempo estaba en una clase en que de verdad conocí una forma de analizar un problema de un punto de vista muy diverso. ¡Eso y el facto de ser un profesor de una gran escuela fue una forma muy interesante de empezar esta nueva fase del MBA, o de verdad, de empezar el MBA!
Ora pois, agora em português. E já agora porquê na língua de Pessoa? Por vários motivos, mas o principal é que já percebi que utilizar o inglês tem constituído um obstáculo comunicacional, sobretudo para a minha família e amigos que são, desde o primeiro momento, alguns dos principais destinatários destas linhas. Outra razão tem a ver com a minha percepção sobre o que são directrizes pré-definidas. Sempre pensei que as regras, a ordem, a lei e outros elementos pré-determinados devem estar ao nosso serviço e não o contrário. Deste modo mudei de idioma simplesmente por achar que neste momento é mais eficiente comunicar desta forma. O caro leitor não se admirará se outros idiomas aparecerem por aqui no correr dos dias…
Estive ausente [aqui] por um bom tempo, desde o primeiro exame do período de homogeneização entretanto terminado. Foi intencional. Não quis que a pressão dos exames e as emoções que eles geram interferissem muito no discurso e provocassem uma série de comentários mal medidos e que pudessem dar ao leitor uma perspectiva errada do que estava a acontecer. Por vezes, em contextos de cansaço e pressão, surgem apreciações, percepções e conclusões superlativas que, apesar de sinceras, podem não ser mais do que espuma. É um pouco disso que quero escrever hoje, do que senti ao longo destas últimas três ou quatro semanas. Semanas intensas, mas nem sempre satisfatórias, capazes de suscitar dúvidas sobre mim, é certo, mas sobretudo sobre a escola. Falemos disso então.
Durante este tempo andei um pouco por todo o lado a discutir os exames, o que andava a fazer na EGP e, mais importante, se iria ou não continuar no programa. A forma de avaliação proposta parecia-me caduca, incipiente, desajustada e pior, fazia com que o grupo desfocasse totalmente dos seus objectivos. Ainda não mudei de opinião e penso que a escola deveria repensar este período inicial do curso.
Passo a explicar com um exemplo – a disciplina de Introdução a Economia. A turma, incluindo os do MBA “lento” (ok, isto é uma maldade) tem um número importante de elementos que nunca estudou economia ou similares. Seria, deste modo, uma excelente oportunidade para muitos reflectirem sobre algumas questões que rodeiam o problema económico. Concedo que as aulas, na sua maioria, foram nesse sentido, mas a avaliação… pour Toutatis... a avaliação inquinou uma importante parte do processo, isto apesar da “gestão dos danos”.
Observei o grupo – de que faço parte! – a utilizar o instinto de sobrevivência, estudando resmas de exames antigos e muito pouca gente (alguém?) a ler bibliografia proposta. E, pior ainda, à medida que o teste se aproximava, ninguém queria perceber qual a lógica por detrás do que se falava, os conceitos. Importante era responder à pergunta “olha, já fizeste o 6.2 do exame de 2003?”. Tal abordagem parece-me redutora e se a isto juntarmos um exame longo em que um aluno razoável não tinha hipótese de responder como deve de ser à totalidade do teste e, sobretudo, de raciocinar 30 segundos no que ia fazer (juro que não estou a exagerar), então estamos perante uma situação anacrónica e que me fez pensar. É que professores há melhores e piores, coisas que correm melhor e outras pior, mas quando se trata de uma disciplina orientada pelo director da escola, a situação ganha obrigatoriamente outra força, ganha o poder de uma “mensagem”. E foi isso que me fez reflectir se estaria no sítio certo, a frequentar o curso que, nesta altura da minha vida, faria sentido. Não vale a pena chover no molhado, falar muito mais nisto, mas que equacionei muito fortemente a minha saída é um facto e discuti isso de peito aberto com a minha mulher, com os meus amigos com alguns colegas da escola, do trabalho, com mesas de jantares com mais de 20 pessoas, com a EGP, no fundo com toda a gente que me apareceu à frente naqueles dias.
[é importante dizer que felizmente completei com sucesso este período e que no exame em questão consegui uma avaliação no top ten, por isso não me estou a justificar de nada; seria também injusto não reconhecer o esforço feitos por outros docentes, nomeadamente do professor de estatística, em adequar a avaliação ao que foi feito durante as aulas]
Foi bom ter conversado com tantas pessoas e até com gente que veio falar comigo sem as conhecer, como aconteceu com comentários neste blog que muito agradeço.
A decisão de ficar ficou clara a partir de um momento muito concreto e é profundamente enriquecedor dar-me conta do processo. Um colega, já um amigo, manifestou-me as mesmas dúvidas. Ao reflectir sobre o problema dele foi muito mais fácil entender o meu. É que bastava ter presentes as palavras do Jorge Araújo no outdoor de Vila Verde – “foquem nas consequências, é preciso tirar consequências”.
Analisando a questão por esse prisma só nos era permitido ficar. Sendo sucinto: se ficarmos arriscamo-nos a perder tempo e dinheiro – algo que já estava no cepo quando decidimos a candidatura; se fossemos embora poderíamos estar a arriscar muito mais, nomeadamente que simplesmente estivéssemos “a ver mal a coisa” e que nos arrependêssemos logo uns dias a seguir. E se fosse esse o caso, caro leitor, iríamos correr o risco de viver a vida inteira com uma dúvida e com uma amargura cá por dentro que nos iria acompanhar sempre, que tentaríamos com certeza racionalizar, mas que iria estar lá. E sendo assim só me vieram à cabeça as palavras desse meu grande guru, agora em África, de quem também me orgulho de tentar ser seu conselheiro “And remember that only those who dare to fail greatly can ever achieve greatly…”
Em resumo, falem sempre uns com os outros, digam sempre o que tenham a dizer aos vossos amigos, colegas, professores, entre outros. Nunca se sabe se não é “aquela” palavra de que não se aperceberam que ajuda a mudar a vida de alguém. E nunca tenham medo de reclamar, estrebuchar, pensar, duvidar, reflectir e de decidir. É que tudo só vale a pena se for vivido em pleno e sinto muito orgulho em ter chegado à idade das certezas (os 30’s) e ter tido dúvidas. Só vale pena se for, como dizem os bugueiros nas dunas do Ceará, “com emoção”.
P.S. – Esta entrada foi “inspirada” nesta música dos The Clash. O Mp3 está aqui ou abaixo.
Posted Tuesday, September 11, 2007 by upato Categories:Exams, General Views
Let me write a bit more about exams. I felt that my last post was somewhat incomplete. I fully affirm my view against this kind of exams we are going to start taking tomorrow. I think they don’t measure knowledge, and more important, how to apply knowledge acquired. Exams are perfect to evaluate the folks that know how to take exams and believe me there are some excellent individuals at it. Note that when applying to the MBA I was aware of exams existence, but that doesn’t mean I agree with them.
I am here to test my limits, but not my “taking exams” skills. That one was tested in college. That’s “past times”. I want to test me, learn, and apply knowledge. World History is full of bad students that became genius, but even more often you find brilliant students that are simply incompetent. I think this MBA program has some different purposes and goals if compared with a regular degree, so it doesn’t make much sense to evaluate participants in the same way.
I know that we are only starting now and it is needed to figure out who is able to continue in the program. So I am willing to give the benefit of a doubt and I will try to be successful. The only thing I just don’t want to ear is that exams are the only way to evaluate such a large group of people. If that is the case, then the class should be smaller since the beginning. Easy as that!
P.S. – This web log title was completely stolen from this The Smiths’ song. Mp3 is available here or below.
Next Wednesday we will take the first Executive MBA exam – Law.
I do understand why exams exist, but I am not happy. At this point they try to evaluate if students are able to continue in the program. Also EGP is supposed to sort students for labour market purposes. But this was not why I applied to the MBA – I am here to learn and to know people.
Let me get this straight: I don’t fear exams and I recognize their value by forcing people to study. Also I should make this clear: until now students are acting, rationally, as a team, helping each others out and collecting tons of material. We are studying and organizing as we were in the “old days” of college. And this is why I am not pleased with these last days. I feel like I am in college, pressured by exams, evaluations and not letting me study. I am not being able to STUDY.
Let me give you an example. These last days I put my self together in terms of manage some EGP stuff: my computer, the passwords, the locker, knowing some colleagues, get used to time table, manage my personal schedule and, more important, start reading the texts I feel are important to achieve what I want – to learn. It would be crucial to me to understand the last Statistic class and solve some problems. But since Saturday I am only allowed to study law… and this is frustrating because it is so similar to my college times in which I never learned anything in full because we were ought to present (mediocre) results every week…
At least I am really getting to know some really nice, interesting and smart people!
Yesterday I went to EGP to take care of some small things like a dreadful attempt of logging my laptop to the internet in the e-U wireless net…
Nonetheless it was a good day. I already have my locker (with my birthday number on it) and as I was able to talk to Dr. Daniel Bessa about this weblog. He saw no problem on having me wasting my time writing, so I will continue till my motivations fades.
These two last Economics 101 exercises brought some problems to me and my colleagues and it is already possible to see some different learning and working levels among us. Some are having real problems dealing with exercises, for some others is just a piece of cake. I am in between… I understand the basic concepts but I am often caught in exercises booby-traps, meaning my knowledge is not as solid as it should be…
Posted Saturday, September 1, 2007 by upato Categories:Classes, Colleagues
This past Friday we’ve had the first complete day of classes. Honestly I don’t remember the last time I was so many time in a classroom. Even when in college I doubt I’ve had many days like this one! So this is getting real. In Saturday afternoon, while Red Bull race was dazzling the town, we’ve had to listen all about Commercial Law…
People are starting go get around, knowing each other. The first complains also emerged, mainly about the class size, which everyone seems to find exaggerated. I guess everybody wants to feel special and a bigger class works in the opposite way. But I must say I don’t have any strong feelings on that yet and, for time being, a larger class has not been an issue. Also there were some complains about being too hot in the classroom (in this 3rd day), but I suspect it’s because it was needed to turned off the air conditioned in order to understand the Law teacher a little better
One of most frequent subjects in small group chats are about the ability of achieving success in exams, works, well… in the MBA Programme. I think everybody is trying to measure each other and what one knows about the other years’ MBA. This is good. Sharing concerns is the first step to build some community or team links. And I am here also for that.
In the end of the second day EGP spoiled us with a small cocktail party. Drinks, “hors d’oeuvre”, a Jazz band and above all some family members. Again Prof. Daniel Bessa warned us, and the families, about how this is going to be tough. I start to believe him…
Yesterday I went to bed at 1 a.m. after sending him a simple exercise. Tomorrow I’ll start to take care of another two, but these ones are not so simple… And don’t forget, Monday it’s a working day that will begin with all the stuff I skipped doing last Friday…
And now, regarding a different subject… I am thinking about sending an email to both Profs. Luís Reis and Daniel Bessa about this weblog. As I stated before, I don’t have any specific “Agenda” on writing it. This is just an experience log strictu sensu, mainly for me, but open to other readers, specially my friends and family. Any way I don’t want to damage in any way the common MBA flow or make something that the School directors would see as harmful. That is way I am mulling about ask them about this weblog, even if I clearly have the freedom of expression to write it.
Posted Friday, August 31, 2007 by upato Categories:Classes
Off we go! Finally it has started. My first impressions are a bit mixed, I will try to explain…
Just after I enter the main lobby I found some fellows I knew from college. Actually I have a good relationship with any of the three, so it is comfortable to have them around. When imagining my class I was thinking of not having anyone I knew before, and I was seeing that as on the positive side.
The Executive MBA class has 74 students. I find that maybe a little too much people. Mentally I targeted 70 folks as the high limit, 50 as ideal.
I hope I am wrong. After all with more people present it’s more likely to find interesting individuals. But this logic could be applied to a 10 000 students class, so I guess it’s “sophism”.
The first class was attended by more than 100 students because this 1st module is attended by all EGP MBA programs. It was a bit crowded and I must admit I was somewhat uncomfortable both in physical and mental terms.
It is not very easy to interact with the teacher, in this case Economics 101 Prof. Daniel Bessa. And that happens not because of him – he’s a good fellow – but I just have not yet found the right tone. I am afraid of being either too aggressive in my comments, pretentious, too slow or sound ridiculous! But I guess that is one of the parts of the MBA purpose, to learn how to “measure” and feel an audience, a meeting, a working group or even a class.
I am tired now and unexpectedly I feel a bit like a fish out of water…
Posted Tuesday, August 28, 2007 by upato Categories:General Views
The Application Process
Decision made, so what’s next? How to apply?
In EGP the Application process consists in some paperwork (plain forms), a few open answers and two Recommendation Letters. Gmat is not compulsory. Later on you have to attend to an interview with some MBA teachers.
I must say the process was fun. Building this dossier is somewhat like a milestone. You have to think a bit about what you are, what you have been doing lately and, above all, what do you want to do with your life in the short and medium term. I don’t know if this happens with everybody, but this process helped me to focus. I think that everything that makes you thing is helpful. That happened when creating my Curriculum vitae, I decided not to follow the standard CV and instead wrote a two pages text, a short story of my academic and professional life. It’s funny to fit some 20 years in two pages.
The most interesting part was answering the open questions:
Analyse your career and discuss how the Executive MBA could help you achieving your personal goals
Present a situation in which your leadership qualities were determinant achieving success and how the MBA can improve them
What was your major failure till today and what did you learn from it
All three questions are interesting and forced me to reflect, but the first one was definitely the most interesting and important. I was mildly motivated to apply the MBA when started the process, but as I was answering the first question I was realising exactly what I need in the short term. And it was after writing the first text that I made my mind 100% towards this new challenge.
Posted Saturday, August 11, 2007 by upato Categories:General Views
Is blogging a waste of time?
Excellent question! Of course I have my views on this for sometime, but why not research a bit? I was astonished by the amount of entries in Google with exactly this expression. So I suppose it is a much disputed matter.
My quick answer is, as you could expect from a Portuguese economist, “it depends!”
But it really does! My view is that wasting time is a crime, so writing a blog only makes sense if you are using it with a purpose. If you write only to tell about all and about nothing, please get a life and then write a blog. But if you have a special goal, blogging could be a very powerful tool.
Firstly in order to write you have to think, or at least you should.
Thinking and writing helps you to organize your ideas, your views. Then you can show the world your views and experience and hopefully people will you answer back, so you can improve even more. Actually you can make a difference blogging and many companies already understood why. I think EGP should have one…
I found some interesting links about this subject that I invite you to read:
In this particular case I intend to use Upato@EGP mainly as a personal log of my MBA experience and some kind of helping tool if possible. But who knows, maybe he’ll “die” soon as most of blogs…
Posted Tuesday, August 7, 2007 by upato Categories:General Views
My motivations
It may sound a bit silly that someone over 30’s, happily married, with a good position on his company, with few time available, decides to go back to school. Pretty dumb, don’t you think? It looks like I am looking for troubles, enjoying riding on a bumpy road. Am I a masochist?
Well, it’s not what it seems! I am aware of the future costs of this program to me… and I am not only talking about the Euro 14 K that will all come out from my pockets (yes, there is no company sponsoring me, so I am REALLY crazy!). But I recognize the potential of this MBA, both in knowledge, networking and personal development terms. Now I will try to list the main upsides. I am sure the downsides will be described continuously in the months to come
General Upsides
·The technical knowledge to be acquired.
·To know new trends in management skills.
·Networking process will allow me to meet new “valuable” people and learn with their own skills and experiences.
·Summing up, the EGP as a Business School.
Personal Upsides
·I expect to improve in some specific personal skills and knowledge: Leadership, Teamwork, Business Strategy, Logistics and Industrial Organization, Human Resources Management and Governance.
·It will be an intellectual personal challenge (and I really could use one now!).
·Intense study cadence will tend to improve my work and study capacity, decreasing the risk of stagnation in skills, methods and even of my career.
·My present company it’s a small one, so I need to be “pushed” by other people.
·It is very likely I am not fulfilling my potential…
So here I am, motivated and optimistic, hopefully aware of hard times coming ahead and with my family backing me up. I believe that a single error may have consequences for a long time, but also a good call can change your life! So let’s do it!
Posted Monday, August 6, 2007 by upato Categories:General Views
Why in English?
Fair enough! It’s a question my readers will pose to me, so why not try to answer right now?
I must admit it would be easier to me to write in my native language. But the fact is EGP Executive MBA intends to be an international program. Ideally EGP would have foreign teachers (1/3 of them, so they say!) and, why not, foreign students. Writing in English would allow me to reach everyone. Also I would increase the range of my readers worldwide – although I don’t know yet if I will show this web log to anyone else
I am aware, from previous experiences, that writing in English will cost me some potential Portuguese readers, but that is a risk I am willing to take. Also I will practice my writing, and you can bet I really need to do so!
Posted Wednesday, August 1, 2007 by upato Categories:General Views
Hello world!
I am a Portuguese fellow that decided to apply to an MBA Program.
It was just some days before the deadline that I wondered about the possibility of getting back to school.
As everyone is telling me that it will be a piece of a hard time, I decided to try telling the world about what is going on.
I guess that it is important to state that I do not have a specific “hidden agenda” on writing this web log and I really can’t imagine what will be my thoughts and feelings through out the MBA. Still, I’ll try to be as fair as a stressed Portuguese guy can be!